Homenagem ao jornalista Maurilio Torres, ex-Presidente da FAOP


Por Filipe Barboza, com colaboração de Carlos Augusto Sampaio

 

A Fundação de Arte de Ouro Preto | FAOP lamenta profundamente a morte do jornalista Maurilio Torres, ocorrida no dia 2 de junho de 2019. Maurilio sempre apoiou as ações da FAOP e nela atuou desde a sua criação, a convite do escritor Murilo Rubião. Entre as principais atividades desenvolvidas na Instituição, foi membro do Conselho Diretor, entre 1972 e 1980; Secretário Executivo, a partir de 1980; Diretor Executivo em 1982; e Presidente, entre 1992 e 1995.

O professor do Curso Técnico em Conservação e Restauro da FAOP, Sílvio Luiz Rocha, guarda boas lembranças de Maurilio. "Ele era o Diretor da FAOP quando iniciei o meu trabalho como professor, em 1988. Começamos então a reestruturar o Curso introduzindo disciplinas como Restauração, Imagens Policromadas, Pintura de Cavalete, Papel e Documentos Gráficos, Conservação Preventiva, Fotografia, Química Aplicada, História da Arte, Arquitetura, entre outras. Era um momento difícil, a estrutura da FAOP era muito pequena naquela época, mas, mesmo assim, com o apoio do Maurilio que sempre foi muito interessado na preservação do patrimônio histórico, nasceu então um novo ciclo da restauração em Minas Gerais. Depois de sua saída era comum, quando a gente se encontrava, ele me perguntar sobre o desenvolvimento da Instituição. Maurilio se sentia feliz com os avanços alcançados" ressalta.

Além de atuar na FAOP, Maurílio, como jornalista, trabalhou em grandes órgãos da imprensa (como o Jornal do Brasil, o Diário de Minas, O Globo, e a Revista Alterosa) e neles ajudou a divulgar as riquezas de Ouro Preto a nível nacional. Ele também chegou desenvolver trabalhos em jornais locais. Sobre a sua passagem pela imprensa ouro-pretana, o também jornalista, Daniel Palazzi, comenta que conheceu Maurilio "quando formamos uma equipe na Universidade Federal de Ouro Preto para colocarmos no ar a Rádio Ufop FM, com um conceito de emissora educativa. Ele tinha um amor muito grande para com Ouro Preto. No trabalho, sempre dedicava um carinho especial na programação pensando em fazer o melhor (com acervo próprio e muito vasto de música brasileira e internacional) e isso ia para o ar com resultados positivos imediatos. Além disso, mesmo fora da grande imprensa por onde passou, era muito requisitado para artigos e matérias especiais e sempre dedicava espaço ao nosso município" explica.

A FAOP se solidariza com a família, os amigos e todos os que trabalharam e conviveram com Maurilio, com a certeza de que seu legado estará sempre preservado na memória de Ouro Preto e da Instituição.


Foto | Arquivo pessoal 1973


16/06/2019